Quando não saio, me descabelo, me desespero, me vejo mal... (Nem tanto), mas, quando não saio encontro-me com a monotonia e os dias repetitivos, as falas, os gestos, os canais de TV, que sempre, sempre são os mesmos. Me canso, me deixo. Minhas mãos ressecam, meus lábios se trincam, meu cabelo bagunça e minhas roupas são frescas e simples, semelhante ao conforto de um pijama barato, mas bonitinho. Devo sim sair pela pela porta, ver o mundo lá fora e deixar de ser um peso no sofá, deixar de reclamar da nostalgia e monotonia cotidiana. É... Tudo isso quando simplesmente deixo o mundo lá fora existir sem a minha presença, tudo isso, quando não saio.
(Débora Leidiane)
