sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
Equilíbrio de vida
A vida é um eterno equilíbrio... É dosar as coisas, é separar e manter-se firme, ou simplesmente não separar e encarar tudo em um corpo só ( em seu corpo), é levar contigo todas as posições e fazer malabarismo com as ideias, as tarefas, os gostos, desgostos, anseios... É ser um eterno circense! É andar na corda bamba e ficar numa perna só, é andar com postura, é sentir dor e ainda sim sorrir. É calejar os pés e mesmo assim estar no salto, é fazer de si uma moldura! é ser uma moldura, pintura, desenho perfeito, rabisco abstrato vendido nas mais requisitadas galerias artísticas... É ser bailarina, dançarina contemporânea, ser veia e músculo... ser corpo inteiro... Não ser e nem aceitar ser metade de si mesma. A vida é um eterno equilíbrio... Não caia. ( Débora Travnik)
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
Por onde andas???
Por onde andas?
Existe um tempo em que as coisas, as pessoas e tudo um pouco se distanciam de nós. Enquanto estamos vivendo, curtindo, não nos damos conta de que o tempo passa e começamos a encontrar caminhos diferentes. A escola, a faculdade os novos amigos, as convivências e lugares diferenciados, as distâncias, o não poder visitar, tudo isso vai construindo um muro entre as pessoas, e cada vez mais... Cada coisa nova... É um novo tijolo que vai erguendo o muro, até não conseguirmos mais ver o outro lado, os olhos do outro, o sorriso do outro, a voz do outro. É... Muitas vezes as tarefas,a correria, nos deixam esquecer quem um dia nos fez tão feliz... e no passar dos anos, a nostalgia vem tomando conta de nós... Nos indagamos! Como isso pôde acontecer? Como nós deixamos isso acontecer? a resposta muitas vezes é simples... Ou difícil de responder, não damos conta de acertar ou errar, pois muitas vezes não sabemos.
O que realmente importa agora são as boas lembranças, os achados e perdidos nas gavetas e caixas,no meio dessas recordações... um dia andando pelas ruas da cidade ainda tenho a esperança de encontrar no banco da praça, com um pote de sorvete na mão, rindo, e falando besteiras um alguém que sem dúvidas estará sempre nas minhas gavetinhas nostálgicas.
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